Paola Rhoden
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A JUVENTUDE E A VELHICE®
 

Entrei na loja de novidades e presentes naquela manhã fria e chuvosa, característica da região em algumas épocas do ano. Enquanto olhava os artigos expostos nas prateleiras, todos rigorosamente arrumados por tipo e qualidade, notei que uma senhora já com os anos bem adiantados, tentava chamar a atenção da vendedora no outro lado da loja. Continuei a olhar os objetos expostos, pois procurava uma caderneta de notas, com certo desenho na capa, que minha filha de 10 anos se apaixonara ao ver a de uma amiga. E a senhora continuava a fazer ruídos com os dedos no balcão: toc, toc, toc, e nada da moça do outro lado da loja lhe dar atenção. De repente a senhora, já um pouco nervosa, falou alto:

- Moça! Quero pagar o lenço que peguei!

E a moça veio então com ar arrogante e mal educado:

- É claro que deve pagar se quiser levar! - falou com maus modos.

- Estou há vários minutos tentando chamar sua atenção, e você nem sequer olhou, quanto mais vir me atender - disse a senhora.

- Se quiser levar, pague e leve, mas deixe de perturbar!

A senhora então pagou o lenço e saiu, com a cabeça baixa e sem jeito.

Quando ela saiu a moça falou:

- Não suporto esses velhos chatos! Chegam a cheirar mal!

Com o coração penalizado, olhei em direção a senhora que saía da loja e pensei que hoje em dia, são poucas as pessoas que tem respeito por pessoas de idade. Os jovens pensam que sua paixão pela vida os tornarão imunes ao tempo e que nunca envelhecerão, tornando sua juventude eterna, e assim pensando, tratam com o maior desrespeito àqueles que foram jovens como eles, mas que o passar do tempo lhes branqueou os cabelos. Será que os idosos incomodam tanto por viverem? Será que o mundo não está andando porque nascemos, vivemos, envelhecemos e morremos?

A juventude de hoje deveria entender, que eles nasceram e estão caminhando para o mesmo patamar onde os idosos de hoje estão, e que com certeza sentirão a mesma dor quando seus filhos assim os tratarem, seguindo seu exemplo no desrespeito humano.

Hoje somos, amanhã não seremos mais.

® Registro de direitos autorais. Só pode ser reproduzido com autorização da autora.


O texto abaixo recebi pela internet através de uma amiga. Desconheço o autor, mas a verdade nele contida pode ajudar alguém a fazer a diferença. (Paola)

"5 % que fazem a diferença

Tínhamos uma aula de Fisiologia na Escola de Medicina logo após a semana da Pátria. 

Como a maioria dos alunos havia viajado aproveitando o feriado prolongado, todos estavam ansiosos para contar as novidades aos colegas e a excitação era geral.
Um velho professor entrou na sala e imediatamente percebeu que iria ter trabalho para conseguir silêncio.
Com grande dose de paciência tentou começar a aula, mas você acha que minha turma correspondeu? Que nada.
Com um certo constrangimento, o professor tornou a pedir silêncio educadamente. Não
adiantou, ignoramos a solicitação e continuamos firmes na conversa. 
Foi aí que o professor perdeu a paciência e deu a maior bronca que eu já presenciei. 
Veja o que ele disse:  
- "Prestem atenção porque eu vou falar isso uma única vez", disse, levantando a voz. E um silêncio carregado de culpa se instalou em toda a sala. O professor continuou. 
- "Desde que comecei a lecionar, isso já faz muitos anos,descobri que nós professores, trabalhamos apenas 5% dos alunos de uma turma. 
Em todos esses anos observei que de cada cem alunos, apenas cinco são realmente aqueles que fazem alguma diferença no futuro; apenas cinco se tornam profissionais brilhantes e contribuem de forma significativa para melhorar a qualidade de vida das pessoas.
Os outros 95% servem apenas para fazer volume. São medíocres e passam pela vida sem deixar nada de útil.  
O interessante é que esta porcentagem vale para todo o mundo.
Se vocês prestarem atenção notarão que de cem professores apenas cinco são aqueles que fazem a diferença; de cem garçons, apenas cinco são excelentes; de cem motoristas de táxi, apenas cinco são verdadeiros profissionais; e podemos generalizar ainda mais: de cem pessoas, apenas cinco são verdadeiramente especiais.
É uma pena muito grande não termos como separar estes 5% do resto, pois se isso fosse possível, eu deixaria apenas os alunos especiais nesta sala e colocaria os demais para fora, então teria o silêncio necessário para dar uma boa aula e dormiria tranqüilo sabendo ter investido nos melhores. 
Mas, infelizmente não há como saber quais de vocês são estes alunos. 
Só o tempo é capaz de mostrar isso. Portanto, terei de me conformar e tentar dar uma aula para os alunos especiais, apesar da confusão que estará sendo feita pelo resto. 
Claro que cada um de vocês sempre pode escolher a qual grupo pertencerá.
Obrigado pela atenção e vamos à aula de hoje".
 
Nem preciso dizer o silêncio que ficou na sala e o nível de atenção que o professor conseguiu após aquele discurso. Aliás, a bronca tocou fundo em todos nós, pois minha turma teve um comportamento exemplar em todas as aulas de Fisiologia durante todo o semestre; afinal quem gostaria de espontaneamente ser classificado como 'fazendo parte do resto'? 
Hoje não me lembro muita coisa das aulas de Fisiologia, mas a bronca do professor eu nunca mais esqueci.
Para mim, aquele professor foi um dos 5% que fizeram a diferença em minha vida.
 
De fato, percebi que ele tinha razão e, desde então, tenho feito de tudo para ficar sempre no grupo dos 5%. Mas, como ele disse, não há como saber se estamos indo bem ou não; só o tempo dirá a que grupo pertencemos.
Contudo, uma coisa é certa: se não tentarmos ser especiais em tudo que fazemos, se não tentarmos fazer tudo do melhor jeito possível, seguramente sobraremos na turma do resto."
 
(Autor desconhecido)




 

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